
Por quantas vezes procuramos...
Buscamos nos sonhos a resposta pr'o real.
Encontramos na vida o que parece irreal
Explicamos o inexplicável com o surreal.
Olhamos para dentro de nós...
Mas o que vemos?
Memórias! Apenas vagas, obscuras ou desprezadas memórias
E são elas que, inescrupulavelmete, revelam quem somos,
o que eramos.
Ofertam, sem delongas, a resposta para o que seremos.
E ao olhar no espelho não reconhecemos a própria face.
Questionamos o rosto desconhecido e mutável.
Ele parece revelar nosso íntimo.
Seria melhor não encará-lo...
Pois, certamente, fatal e sorrateiro irá lhe mostrar algo,
E talvez não seja o que esperas ou queiras ver!
No entanto, o mais coerente é enfrentá-lo!
Cabeça erguida, coragem!
Encareo-o de frente!
É apenas a sua alma,
Ou talvez seja somente o espelho.