quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Questões e querências


Estou me sentindo triste... Parece que me falta alguma coisa...
Por que razão o coração humano é tão cheio de questões, por que o vazio insiste em tomar conta? 
Mesmo rodeados de pessoas, parecemos perdidos no espaço e no tempo, como se aquela não fosse nossa realidade ou o mundo ao qual pertencemos,
A verdade é que somos solitários sem vivermos na solidão.
E em certas medidas, em certos momentos, a felicidade plena é o verdadeiro pêndulo que Schopenhauer diz. Quero parar esta balança! Quero ter o ponto de equilíbrio. Mas afinal onde ele está? Ou melhor, como encontrá-lo? Será que você pode me dizer...
Afinal, por que não cessa essa tormenta. E por que deste turbilhão? São desejos, sonhos, fantasias, anseios, questões. Sinto-me cansada...
Quero negar sentimentos tão dolorosos e que causam tanto frio e desconforto. Quero sonegar os questionamentos, ou melhor quero me abdicar deles, pois são mesquinhos e dotados de egoísmo, de visão crítica do social e do subjetivo.
Quero parar de buscar aconchego onde me oferecem a carne somente.
Quero sentir o sol arder, refrescada pela brisa, e antes,  encontrar nos ombros duros e na mão caleja o carinho que anseio. Quero olhar de lado e ter a certeza de não ser apenas mais um na multidão, ou na cama o lençol sujo. (by Lu Alessandra Feliciano)